O combate aos crimes ambientais e de crueldade contra seres sencientes ganhou um capítulo importante no interior de Sergipe nesta segunda-feira, 13 de julho. Uma força-tarefa liderada pela Delegacia de Proteção Animal e Meio Ambiente conseguiu libertar vinte e dois cachorros que eram submetidos a condições degradantes de sobrevivência. O proprietário do criatório não autorizado foi localizado e preso em flagrante no perímetro urbano de Estância, respondendo diretamente pelas péssimas condições sanitárias impostas aos animais.
Os investigadores da Polícia Civil chegaram aos endereços indicados após um processo investigativo iniciado por denúncias de moradores incomodados com as condições do abrigo. No sítio localizado na zona rural, a equipe policial identificou que os cães das raças Yorkshire, Border Collie e Cane Corso eram privados de cuidados básicos, apresentando visível magreza, sinais claros de desidratação e lesões na pele decorrentes do contato direto e contínuo com fezes e urina acumuladas no chão do abrigo.
Parceria com Protetores e Apelo por Denúncias
O flagrante se estendeu até a moradia do suspeito, no Centro de Estância, onde a equipe de resgate encontrou mais uma quantidade expressiva de filhotes de Yorkshire confinados em condições higiênicas deploráveis. Segundo os relatórios policiais, o tutor utilizava perfis na internet para lucrar com o nascimento dos filhotes, sem oferecer qualquer acompanhamento médico ou vacinação adequada para as matrizes e suas ninhadas.
Após a lavratura do auto de prisão em flagrante do acusado, a Polícia Civil providenciou a transferência de todos os animais para o atendimento emergencial de saúde. Graças a uma articulação com o terceiro setor, os cães resgatados passarão por cuidados clínicos especializados sob a guarda temporária das organizações não governamentais Bando de Bichos, Projeto Thundercats e Pet Aju Animal. Após receberem as vacinas necessárias, castração e passarem por reabilitação física e psicológica, os animais serão encaminhados para campanhas de adoção. A polícia reitera que o canal do Disque-Denúncia 181 continua aberto para denúncias de crimes semelhantes em Sergipe.
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