A Câmara de Vereadores de Lagarto aprovou, nesta quinta-feira (5 de novembro), o projeto de lei enviado pela Prefeitura que autoriza a concessão de abono aos servidores municipais para viabilizar o pagamento dos salários do mês de novembro e do décimo terceiro salário. No entanto, a solução encontrada — que envolve uma operação de crédito consignado junto ao Banese com taxa de juros de 3,19% ao mês virou alvo de fortes críticas de servidores, sindicalistas e parlamentares.
O percentual estipulado para a transação gerou questionamentos. Representantes do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos no Estado de Sergipe (SINTESE), a exemplo do professor Benizário, destacaram que a taxa de 3,19% é significativamente superior à média de 2% ao mês praticada em consignados convencionais voltados para a categoria do magistério.
Além do custo cobrado sobre os trabalhadores, o sindicato acendeu um alerta para os reflexos econômicos de médio prazo. Pelos cálculos da entidade, cerca de R$ 18 milhões devem deixar de circular na economia local ao longo dos próximos 24 meses, sendo direcionados integralmente para o pagamento de juros bancários.
A análise contrapõe o discurso oficial da gestão do prefeito Sérgio Reis e dos vereadores da base aliada, que defendiam a medida como mecanismo para injetar recursos e movimentar o comércio da cidade. Para a oposição e os representantes sindicais, recorrer a empréstimos bancários para honrar compromissos salariais básicos evidencia dificuldades de planejamento fiscal e um endividamento desnecessário do funcionalismo público. Pelas regras aprovadas, a dívida e os encargos serão diluídos em 23 meses.
Siga o Isto é Lagarto e receba as notícias em primeira mão.

