O que deveria ser uma solução aguardada desde agosto de 2025 tornou-se um “pingue-pongue” político em Lagarto. Enquanto o gestor Sérgio Reis afirma ter liberado os documentos, o deputado Gustinho Ribeiro contesta a assinatura.
No meio desse fogo cruzado, os moradores do Residencial Kaptiva seguem convivendo com a poeira e a lama. Conforme acompanhado anteriormente pelo portal, o benefício prometido parece escorrer pelas mãos diante do impasse burocrático.
O Conflito de Versões: Sérgio Reis vs. Gustinho Ribeiro
A polêmica ganhou novos capítulos nesta semana. O deputado federal Gustinho Ribeiro, que anunciou as obras no ano passado, sustenta que o asfalto não chegou porque a prefeitura não assinou a ordem de liberação.
Em contrapartida, a gestão municipal alega que os trâmites de uso do solo já foram autorizados. A prefeitura tenta transferir a responsabilidade pela demora ao parlamentar e aos órgãos executores federais.
DNOCS cobra esclarecimentos e alerta para prejuízos
O embate ganhou contornos técnicos na tarde de ontem, quarta-feira (11). O coordenador estadual do DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) em Sergipe, Marcos Vander Costa da Cunha, enviou um ofício à Prefeitura de Lagarto.
O órgão federal afirma que enviou diversos e-mails solicitando informações técnicas, mas houve silêncio administrativo da gestão municipal. O DNOCS enfatiza que a Certidão de Uso e Ocupação do Solo não foi enviada, sendo este um documento obrigatório.
Kaptiva fora do cronograma inicial
Devido à falta de resposta do município, a equipe técnica do DNOCS foi obrigada a solicitar novas indicações de ruas. O resultado é alarmante: o Residencial Kaptiva ficou fora da execução inicial das obras por falta de respaldo documental da prefeitura.
A promessa completa sete meses e o clima entre os moradores é de frustração. Caso a prefeitura não responda imediatamente, o município de Lagarto pode perder recursos federais valiosos que beneficiariam outras localidades.
