Everton Dantas, figura marcante da alta sociedade lagartense, morre após infarto

Pioneiro na promoção de grandes festas e colunista social, Everton marcou gerações na vida social de Lagarto.

Isto é Lagarto

Everton Dantas sofreu um infarto nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (7), nas proximidades de sua residência, localizada na Rua Hipólito Santos, no Centro de Lagarto.

Ao passar mal, ele ainda chegou a pedir ajuda a populares que transitavam pelo local, mas não resistiu e morreu ainda na via pública, antes de receber atendimento médico.

Everton Dantas foi um dos profissionais mais marcantes e influentes da alta classe social de Lagarto. Pioneiro na organização de grandes eventos no município, ele marcou época ao promover festas de grande porte com bandas nacionais e artistas famosos, especialmente durante as décadas de 1980 e 1990.

Considerado revolucionário para o período, Everton foi responsável por eventos inesquecíveis que aconteceram em espaços tradicionais da cidade, como a antiga Associação Atlética de Lagarto (AAL), a AABB e o BNB — locais que hoje já não existem, mas que fizeram parte da história social e cultural do município.

Sempre polêmico, também atuou como colunista social e escreveu para diversos jornais locais. Em seus textos, trazia histórias, bastidores e revelações da alta sociedade, da política e de acontecimentos gerais da cidade. O estilo direto e crítico lhe rendeu notoriedade, mas também alguns desentendimentos ao longo da trajetória.

Últimos dias

Nos últimos anos, Everton passou a se manter afastado das mídias e da vida pública. Tornou-se uma figura conhecida do Centro comercial de Lagarto, sendo visto com frequência em agências bancárias, supermercados e estabelecimentos de pessoas mais próximas.

Avesso a registros fotográficos, não se deixava fotografar e, em algumas situações, chegou a ameaçar judicialmente quem tentasse fazê-lo. A imagem que ilustra a capa desta matéria foi registrada por um amigo próximo, com quem mantinha relação de confiança.

Família

Everton considerava como família uma jovem afilhada, a quem tratava como filha. Com ela, mantinha uma relação marcada por carinho, cuidado e atenção constantes.

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