Erika Hilton sobre identidade de gênero: “Biologia não deve ser o único critério para definir o que é ser mulher”

Deputada federal aponta que argumentos biológicos estão sendo usados para excluir pessoas trans do debate público e defende políticas mais inclusivas.

Redação Isto é Lagarto
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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) trouxe uma reflexão importante sobre a identidade de gênero nesta segunda-feira (30). Em entrevista à TV Cultura, a parlamentar destacou que, embora a biologia seja um fato presente, ela não pode ser utilizada como a única ferramenta para definir a identidade feminina na sociedade.

Segundo Hilton, tem ocorrido uma “instrumentalização” de conceitos científicos para legitimar discursos de exclusão. Para a parlamentar, o uso seletivo da biologia serve, em muitos casos, para reforçar desigualdades e sustentar o que ela classifica como uma “normalização da transfobia” em espaços institucionais e na imprensa.

Inclusão e Políticas Públicas

Para a deputada, o debate honesto sobre políticas públicas deve ir além de critérios estritamente biológicos. Ela defende que identidades de gênero são complexas e que deslegitimá-las através da ciência é uma estratégia para negar direitos fundamentais.

Erika Hilton reforça que o foco das discussões deve ser a promoção da dignidade humana e a inclusão de todas as pessoas, combatendo o uso de discursos de ódio mascarados de argumentos técnicos.

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